4.11.08

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quem apanha lembra

já quem bate só pensa em continuar batendo

prazeres humanos

arrancar a verdade arrancando as tripas

que mundo

na falta de escolha

desejo esquecer tudo

vez ou outra feliz

sempre infeliz

mais simples dizer que não cheguei a lugar algum

que eu não soube dar nem um passo

quanto mais ir de um ponto a outro

não sei se o mal é esta ignorância

talvez o mal seja pensar que o conhecimento faz bem

o mal é este falatório

este ruído permanente

que tanto quero esquecer