7.11.06

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que interesse pode haver quando se sabe não haver saída

como querer viver quando se sabe

não fui eu que quis esta vida

como ser feliz nesta pindaíba

dinheiro não compra tudo vá lá

mas é bem sabido

sem dinheiro nada se compra

dinheiro não compra felicidade

então seja feliz sem dinheiro

ria como um rico com essa boca banguela de pobre

ninguém mais ri como um rico

mesmo impassível o rico emana um riso

dinheiro é bom de qualquer jeito

na saúde e na doença

na alegria e na tristeza

o rico pode escolher

o rico pode renunciar à riqueza

o rico pode escolher ser pobre

e o pobre do pobre

vá o pobre renunciar a sua pobreza

dinheiro compra oportunidades

dinheiro compra conforto independência

dinheiro compra gente

não há problema se dinheiro não compra felicidade

aceito de bom grado ser um rico triste

já seria um problema a menos

2 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Olá, Henrique...


Tudo dentro do possível? Bem, li o seu texto, como sempre leio... e eu poderia te dizer que jamais tive tanta grana na vida e jamais fui tão infeliz...


Eu trocaria tudo, optaria por viver com muito menos conforto, se pudesse ter o meu Stefaninho de volta... e isto o dinheiro não me permite...


Quer dizer, posso até tê-lo de volta por vias espirituais, etc e tal. Agora, entre ser uma pessoa triste e sem dinheiro e triste com dinheiro, não nego que esta opção é melhor. Eu compro a minha suposta felicidade, se quiser... posso me dar os presentes que quiser... mas raramente me dou alguma coisa. Quando o faço me sinto bem...


Pois é, Henrique... o Cemitério de Plattling, cidade onde Stefan foi enterrado, me colocou num compasso de espera. Eles estabeleceram um prazo de cinco meses para fazerem o traslado... e neste tempo não posso ir ao Brasil (no momento não quero, mas se quiser...)... nem mesmo a países próximos... enfim, eu não iria mesmo, mas agora eu não posso ir... eu acho.


Pois assim que liberarem a urna em Plattling, o enterro terá que ser processado rapidamente aqui na minha cidade. Enfim... dei de visitar o cemitério olhando lápides, cores, os novos moradores do local... este foi o meu passeio matinal hoje (tipo antes das duas da tarde).


Bem... estou tão cansada... não tenho dormido bem... e tenho arrumado muita briga no Orkut... meu, se você entrasse nisto, sei que seria mais polêmico que eu, tida como muito brava por todos. Eu diria até respeitada como tal... ahahahahahahah


Mas tenho outro lado... e sou bastante solidária com aqueles que precisam de afeto.


Depois te conto...


I'm so tired, soooooooooooo tired...



Beijos, desculpe a falta de senso do que escrevi (nonsense).



Sua amiga Verinha Rath, que um dia já foi a AREV... você conheceu a AREV?

8/11/06 17:03  
Anonymous Anônimo said...

Oi, Vera
Você pegou o espírito da coisa. Dinheiro não é tudo, mas tudo sem dinheiro fica pior. A Janua está com a mâe, ou melhor, a sogra no hospital e estou tendo que dar uma de rainha do lar. Dar remédio para cachorro, fazer compras, alimentar galinha e ainda ontem fui a uma oficina ver se resolvia uma infiltração de água em meu Kamundongo, meu Ford Ka de estimação. Estamos na época das chuva aqui no Planalto Central e posso garantir-lhe uma coisa: aqui chove, viu, nesta época aqui chove como muita gente nunca imaginou que poderia chover. E carro com infiltração debaixo desta chuva fica um mofo só. Então levei o Kamundongo à oficina e só cheguei em casa às sete horas, ainda queria fazer meus exercícios, tinha que alimentar minhas meninas (nossas cachorrinhas, lindas), dar os remédios da Mel (uma das meninas, que tem epilepsia e asma, mas é a que mais apronta delas). Enfim, acabou que ontem nem liguei o computador. Vou ver se hoje de noite faço as postagens e também se te envio as fotos (encontrei-as!).
Conheço muita gente que participa desse orkut. É uma história de criar comunidades para discutir ou coisa assim, né? Embora eu muitas vezes falhe em meu propósito, hoje em dia procuro só não fugir de discussões realmente importantes. Aprendi isso no curso de direito. Lá, ou você se torna um encrenqueiro ex officio (olha aí o latinório!), ou pega nojo dessa mania de discutir a respeito de tudo. Desde que me deixem quieto no meu canto, não quero saber do que os outros pensam (o que muitas vezes não é possível). Por isso que aprecio a santa reclusão que hoje está tão longe de mim, pois no mínimo preciso sair de casa diariamente para trabalhar, o que implica ver pessoas, ouvir idéias...
Claro que lembro da Arev. Em 1972, quando te conheci, conheci a Arev, de certo modo uma precurssora dos góticos.
Dinheiro não traz felicidade, mas dá para enganar legal!
Beijo,
Henrique

9/11/06 14:12  

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