4.11.06

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há coisa pior que trabalho
não sei o quê
mas sempre há
também segundo essa regra
deve haver ser pior que o empresário
difícil imaginar
mas deve haver
num caso ou noutro
não devem ser muitos
os piores
mas enfim
nesta imensa feitoria
atividade pior que o trabalho
gente pior que o empresário
o obscurantismo é infinito
tudo em nome da liberdade de sugar o sangue alheio
liberdade de escolha e mobilidade social
é melhor acreditar que isso existe
melhor não duvidar desse objeto de decoração conhecido como deus
ele criou o mundo
e pôs tudo a nosso alcance
comprimidos navalhas armas de fogo prédios altos cordas e tudo mais
não se queixe de falta de meios motivos ou oportunidades
não deixe para amanhã o que se pode morrer hoje

3 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Olá, Henrique!

Putz, meu, seu escrito tá uma pauleira só... aliás, como os demais... eu tenho no meu site um texto de um grupo anarquista alemão chamado Krisis... Manifest gegen die Arbeit (Manifesto contra o trabalho) - em alemão mas também em português...


Meu, tou com meu braço doendo... pois tive que transportar uns aparelhos de som, mudar o vídeo de lugar, etc... agora aprendi como gravar em CD uma fita cassete... porque meu interesse?


Pois tenho a voz de Stefan gravada em fita, onde ele descreve sua viagem à Grécia de 1988.


Tenho mil fitas que ele gravou...


Quero salvar tudo isto em CDs, e talvez até converter também em MIDIs...


Aliás, Henrique... você já ouviu falar de transcomunicação instrumental? Comunicação com quem tá do outro lado através de gravadores e geringonças eletrônicas?


Li sua mensagem no blog, ainda não respondi...


Estou tão enrolada, Henrique... tão... se você tivesse uma idéia da solidão em que vivo... e o pior... me sinto mais em paz nela do que com aquela bagunça toda de Sampa...


Bem, depois te explico... putz, meus braços doem mesmo...


Eu olho para o relógio, o tempo parece disparar... sinto que esvai-se rapidamente entre os meus dedos...



Beijos,




Verinha Rath.


Gostei do CAPTCHA!!!

5/11/06 11:13  
Anonymous Anônimo said...

Pois é, minha cara.
Essa história de que o trabalho dignifica... Conta outra, né! Karl Marx tinha um genro cubano que também escreveu muito contra o trabalho. Não sei se ele se dava bem com o sogrão. As situações por que você está passando são toalmente desconhecidas para mim, mas não precisa ser muito esperto para notar que não têm sido fáceis. Particularmente, e falo isso apenas em tese, como alguém que nunca se viu diante do quadro concreto, tendo como me manter aí sem me sujeitar a privações, desconfortos ou trabalhos abjetos, o que parece ser o seu caso, eu nunca mais pisaria aqui no bananal. Esse é só o palpite de alguém que nunca esteve fora do Brasil, que nunca viveu inteiramente sozinho (embora deteste gente no geral e tenha pavor de multidões de mais de três pessoas) e que, mais que tudo, nunca se viu sem o ser mais importante de sua vida, mas é a minha opinião, a qual, pelo que conheço de mim, tem uma boa probabilidade de ser verdadeira. Mas deve ser difícil, sem dúvida muito difícil e desanimador. Gostaria de ter algo para dizer que a livrasse desse fardo. Na falta, mando-lhe um beijo e um abração.
Henrique
P.s.: quer dizer então que o nome do trem é captcha? Tive que consultar o oráculo, leia-se Google, para aprender. Legal que você gostou!

5/11/06 15:39  
Anonymous Anônimo said...

Henrique, estou completamente maluca!

Passei o dia todo fazendo experiências com sons, e o resultado foi bom!

ahahahaha,... eu falei do captcha pra te encher o saco, mas você já o tinha descoberto... gente inteligente mesmo não gostando dum treco aprende... risos...

Eu vivo uma situação surrealista, Henrique. Tornei-me uma eremita, mais fechada que os próprios alemães. Eu prezo minha privacidade acima de tudo... mas... não sou só isto... sou outras coisas também...


Mas em Sampa encontro bebê chorando, minha tia me malhando e coisas chatas. Não reconheço mais minha casa, os amigos não suprem a falta de Stefan que sinto em Sampa... estive a viagem toda correndo de um lado para o outro, chorando pelos cantos, pois... não tive aquela recepção que por sinal já sabia que não teria...


Sinto muito a falta de Stefan, Henrique... mas vou fazer de tudo para resgatar nosso passado, nossa história, blá, blá, blá.


Vixe, estou precisando tomar um remédio (sim, sou dependente de um, faz anos...)... senão eu piro em 5 minutos!


Beijos, sua amizade, seu carinho, isto é tudo o que quero. Nothing more. Gar nixs.



Verinha Rath - a ermitã do monte Riedlingen.

5/11/06 18:23  

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