14.11.06

13

se nascemos se vivemos

então nunca deveria haver vácuo na existência

não há morte passageira

mas viver tantas vezes é tão sem nada

encho-me de dúvidas

sinto que a interrogação cai no vazio

procuro não encontro como me furtar ao sabor da sorte a sorrir tão perversa

não sei para onde todos foram

sim eu sei que nunca houve ninguém de verdade aqui

mas bastavam as presenças imaginárias

e agora nem elas

isso não satisfaz nem embriaga